terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Desilusão


Cuspo a água do mar

como quem desaprova o amor.

Hoje todos os vômitos

são algozes;

sobretudo minhas lágrimas,

que me afogam

nesta melancolia

de poeta.

11 comentários:

  1. amores salgados nos afogam mesmo... e essa melancolia de poeta... ai ai, como não tê-la? humana demais, sua poesia.

    beijos...

    *** a propósito do que me perguntou (se há previsão de publicação), quero que venha antes dos trinta, logo tem que ser esse ano...:) no momento, atravessando as fronteiras típicas de quem nunca publicou um e tem que dar conta disso sozinha... sonho é sonho, né mesmo?

    um grande abraço e admirações trocadas!

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  2. As lágrimas de poeta são transparentes como o ar que se respira, mas pesam tanto...

    Um beijo

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  3. Iara, aguardo a noite de autógrafos. Obrigado pelo comentário. Abração.

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  4. Lídia, ótimo tê-la no Nariz de Defunto. Bjs natalenses.

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  5. "desaprova o amor".
    um dia alguém me perguntou se o amor era invenção de poetas... sei lá, eu não fico me gabando das minhas invencionices... rsrsrs...

    melancolia também é bom, né? tem um diálogo em fédon, sócrates encontra um discípulo:
    - como vai 'fulano' (esqueci o nome.. rsrs)
    - estou em crisis, sócrates.
    - mas que ótimo!

    no sentido grego, entrar em crise é visitar a si mesmo... e... vomitado tudo, engula de volta o que te faz: regurgitofagia.

    um cheiro.

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  6. A água que banha também serve de regurgito. abs meu caro!

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  7. Realmente, o amor é um espinho fincado no ponto mais nevrálgico da delícia.Abraços!

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  9. Problema figadal e, provavelmente, eterno. Ninho de abutres, terra prometida a Prometeus etc...

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  10. Sabe, paulo, um dia o mar devolve tudo que é da terra e todas as coisas voltarão a seus lugares, tenho certeza. Adorei sua passagem pelo meu acanhado blog, agora vou estar sempre por aqui cuidando do que vc escreve, sou um chato, tudo bem..rs
    Grande abraço
    Fabrício

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  11. Um ótimo poema, meu caro.
    A Nina disse tudo.

    Abraços.

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