segunda-feira, 10 de maio de 2010

Nos tempos da peste

Still de "Janela indiscreta", obra-prima do mestre Alfred Hitchcock
Tudo de mim que restou
Do horror que me fizeste
É a conta que nos sobrou
Dos nossos tempos da peste
Tudo de mim que permanece
Do mal que me lançaste
É o pouco que tu mereces
Da raiva que não aplacaste
Tudo de mim que apodrece
O que definha e morre pagão
E o pouco que me socorre
Quando a chegada do Cão
(Tudo de mim que regurgita
A ceia voltada à garganta
Como um coração que grita
E a todos os males espanta...)


Cefas Carvalho

5 comentários:

  1. Oração de fé
    Senhor meu Deus!
    Nesse tempo em que sua ressurreição me faz encher de alegria
    Não posso lhe pedir nada
    Do jeito que as coisas andam, tenho o bastante...
    Não me é permitido reclamar
    Mas sem querer incomodar em demasia, gostaria...
    Nesse momento
    De pedir fervorosamente somente que aumente minha fé
    Tentei medi-la ontem
    Fiquei envergonhado
    Senti ela menor que a semente do quiabo,
    bem menor que um alpiste
    ou um grãozinho de cocô de um passarinho
    certamente é bem menor que um grão de sal
    ou da pupila do olho da minhoca
    de qualquer forma guarde as pessoas que eu amo
    também as que eu não amo
    e, se me for permitido, aumente minha fé,
    pelo menos até o tamanho da semente de um feijão
    apesar de achar o milho mais elegante e vistoso.

    Obrigado por tudo e Amém 3 vezes.
    Lúcio Alves de Barros


    Passando e colhendo a beleza de seu espaço. Desejo luz e amor em sua vida.
    Com amor da Fada do Mar Suave.

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  2. rsrsrs... poema duas vezes ;)

    gosto da poesia do cefas. e até essa que veio de paraquedas.

    ei, estarei aí entre 14 e 16 de maio, este fim de semana. vai estar viajando ainda?

    se não, aparece no sebo vermelho, sábado ;)

    beijos.

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  3. O rolê só foi no fim de semana.
    Sim, eu irei ao Sebo Vermelho no sábado.
    Moro pertinho.
    À noite tem o aniversário do Bardallo's no Palácio da Cultura.
    A gente se avista.
    Bjs.

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  4. Paulo, valeu a postagem em seu ótimo blog. Abração.

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  5. Você merece, poeta.
    De verdade.
    Abração.

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